#CDRNaMídia – Minuto da Segurança: novas falhas levam entidades a pedir investigação e suspensão do sistema

05/11/2026

Dois episódios de exposição de sistemas de videomonitoramento em menos de um mês levaram a Coalizão Direitos na Rede (CDR) a pedir ao Ministério Público de São Paulo uma investigação urgente sobre o Smart Sampa. A representação, apresentada nesta quinta-feira, 5 de novembro, solicita apuração de responsabilidades e avaliação da suspensão cautelar do programa municipal. No centro da controvérsia está uma pergunta que ultrapassa a segurança das câmeras: quem consegue acessar imagens de crianças, pacientes, moradores e trabalhadores, e como esses acessos são efetivamente controlados?

A iniciativa ocorre após o UOL revelar, em 3 de novembro, que aproximadamente 17 mil câmeras de empresas parceiras, cujas transmissões eram integradas ao programa por meio da plataforma Monuv, podiam ser visualizadas sem autenticação. Segundo a reportagem, endereços de transmissão e informações de parceiros ficaram acessíveis por pelo menos cinco dias. A Prefeitura de São Paulo contesta a afirmação de que os links estivessem publicamente disponíveis e diz não ter identificado ataque externo. A divergência exige distinguir o que foi demonstrado pela investigação jornalística, a resposta oficial e o que uma perícia independente ainda poderá esclarecer.

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